Mais de 90 estrangeiros são presos em universidade falsa criada pelo ICE

Em março, o ICE divulgou que 161 estudantes foram presos, um número que agora aumentou para aproximadamente 250 alunos estrangeiros

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Nos últimos meses, cerca de 90 estudantes estrangeiros matriculados numa universidade falsa em Detroit, Michigan, criada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), foram presos. Um total de cerca de 250 estudantes foram detidos por agentes do Departamento de Imigração (ICE) por violações das leis migratórias dos EUA. As detenções fizeram parte de uma operação federal que visou atrair estudantes estrangeiros, principalmente da Índia, para frequentar a instituição que oferecia programas de pós-graduação em estudos de Tecnologia & Computação (TI), informou o ICE.

Muitos dos estrangeiros presos foram deportados, enquanto outros estão lutando judicialmente contra as remoções. Um deles foi autorizado a permanecer depois de receber o status de residente legal permanente (green card) por um juiz de imigração.

Os estudantes entraram legalmente nos EUA com vistos de estudante, mas desde que a Universidade de Farmington foi revelada ser uma criação de agentes federais, eles perderam o status após o fechamento da instituição em janeiro. A escola era composta por agentes do ICE disfarçados que se apresentavam como funcionários.

Dos 20% restantes, cerca da metade recebeu uma ordem final de remoção; alguns foram removidos por um juiz de imigração, e outros “receberam uma remoção rápida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA”, disse o HSI Detroit.

Os 10% restantes “pediram algum tipo de alívio ou estão contestando suas deportações junto ao Escritório Executivo de Revisão da Imigração”, informaram as autoridades em Detroit.

Em março, o ICE divulgou que 161 estudantes foram presos, um número que agora aumentou para aproximadamente 250. Enquanto isso, 7 dos 8 recrutadores que foram acusados de tentar recrutar criminalmente estudantes assumiram a culpa. Eles foram sentenciados em Detroit e o réu restante será condenado em janeiro de 2020.

Os advogados defensores dos estudantes presos disseram que seus clientes foram presos injustamente pelo governo dos EUA, uma vez que o DHS postou em seu website que a universidade era legítima. Uma agência de credenciamento que atuou com os EUA na operação também listou a universidade como legítima.

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